sábado, 27 de dezembro de 2008

AS CAUSAS SOCIAIS – PORQUE É NATAL?

AS CAUSAS SOCIAIS – PORQUE É NATAL?

Numa entrevista recente do Presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) e Presidente da Câmara Municipal de Viseu, Dr. Fernando Ruas, este veio a terreiro defender que era tempo de “atacar” os problemas sociais dos munícipes, não só os de Viseu certamente, mas também todos os outros.
Disse então e bem, que hoje em dia, muito mais que num passado recente, as pessoas com debilidades ou dificuldades sociais (que são cada vez mais), vão bater à porta das Freguesias (leia-se Presidentes de Junta) e dos Municípios (leia-se Presidentes de Câmara), e não à porta dos Ministros ou do próprio Primeiro-Ministro.
Aproveitou nessa ocasião para reivindicar mais dinheiro do poder central para suprir estas necessidades, ou melhor, estas obrigações das autarquias.
É verdade que estamos e vamos atravessar a pior crise económico-financeira de há muitos anos a esta parte. Há quem diga mesmo, que é e será pior que a grande recessão da década de 30 (grosso modo entre 1930 e 1938). Esta resulta certamente da conjuntura negativa mundial, que promove a estagnação e mesmo a recessão da economia: falências, mais desemprego, menos dinheiro nas mãos das famílias, menos consumo, etc, são as principais consequências.
Como é óbvio, o governo do Partido Socialista fez “ouvidos de mercador” aos pedidos do Presidente da ANMP. É certo que para o Primeiro-Ministro José Sócrates, a dita Terceira Travessia do Tejo ou o Novo Aeroporto de Lisboa (???...) são muito mais importante, que qualquer CAUSA SOCIAL, por muito que lhe custe e por muito que diga o contrário.
A verdade é que muitos Municípios deste País, tal como o Município de Viseu, já avançaram com políticas de apoio social para os seus cidadãos, com verbas do próprio orçamento e abdicando ou atrasando outros investimentos que, neste contexto socio-económico, poderão aguardar mais algum tempo.
Devem, ou não, as Autarquias e o Governo abdicar de determinados investimentos não prioritários, em nome de um maior apoio às pessoas? Eu acho que sim. E não só porque estamos em época de Natal, mas porque as pessoas merecem, porque as pessoas têm que ser o epicentro das decisões políticas.
Este é o princípio básico que sempre esteve, está e continuará a estar subjacente ao trabalho que o NÚCLEO PAREDES CIDADE do PSD tem vindo a desenvolver.
As pessoas, sejam os nossos militantes, os nossos simpatizantes e os cidadãos em geral, merecem, diria até, têm o direito a que Governos, Autarquias e Partidos Políticos, os ajudem socialmente e promovam ou criem as condições para a sua participação cívica e democrática.
Em Paredes nós somos o exemplo, procuramos as pessoas, procuramos a sua participação, queremos que estes sejam tão importantes como nós.
Em nome do NÚCLEO PAREDES CIDADE do PSD, da sua Comissão Política e de mim próprio, desejo a todos um Feliz e Santo Natal e um Próspero Ano de 2009.

Bem hajam e até breve (…até 2009),
O Presidente da CPN Paredes Cidade do PSD
José Henriques Soares
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Sexta-feira, 26 de Dezembro de 2008
In Olhar (Im)parcial / O Verdadeiro Olhar

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