sábado, 18 de outubro de 2008

O METRO DO PORTO (OU DE LISBOA)?

Foi tema principal na última Assembleia Distrital do PSD Porto. Já não haviam dúvidas, mas agora ficou claríssimo como a água (a límpida). Estamos perante o Governo mais centralista desde 1974.
Não bastava o modo centralista (diria subserviente do poder central) como está a ser gerido o QREN, o dito último Quadro Comunitário de Apoio. Não bastava a aposta que o Primeiro-Ministro Eng. José Sócrates fez nas grandes obras que incidem quase na totalidade, na região de Lisboa (ex. TGV, Aeroporto, 3ª travessia do Tejo, etc). Não bastava que a região de Lisboa e Vale do Tejo tenha um PIB de 105% em relação à média europeia (a 27) e a região do Porto esteja com 65% do mesmo índice.
Feitos estes considerandos, entronca então aqui a “novela” METRO DO PORTO.
É um investimento capital para esta Área Metropolitana e de dimensão Nacional (tal como o novo Aeroporto, etc, etc). É assim que ele tem que ser visto.
Tudo correu bem até à chegada deste governo, que tem como Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações o Eng. Mário Lino (o tal do “JAMÉ”). Entendeu este que, não senhor, quem tem que mandar no METRO DO PORTO é o poder que está em Lisboa. Então, literalmente “encostou à parede” o Conselho de Administração da empresa, que era gerida pela Junta Metropolitana do Porto (no fundo os Autarcas Locais), com qualquer coisa tipo, ou mandamos nós, ou não há dinheiro para dar continuidade ao projecto.
Perante isto, o que fazer? Os autarcas em causa, ou não aceitavam esta chantagem e não havia financiamento, ou então e em nome das populações e do progresso, abdicavam da administração executiva do Metro. Foi esta a opção tomada.
Importa aqui referir agora, que em 2007 foi assinado um memorando de entendimento entre o Governo e a Junta Metropolitana que determinava em concreto quais as opções para o futuro do Metro do Porto. Foi assim, com este compromisso assinado, aceite a mudança da gestão executiva da empresa, que passou para as mãos de gente nomeada pelo ministro.
O estudo de mobilidade pedido entretanto à FEUP (Faculdade de Engenharia do Porto) que, grosso modo, avalizava e dava como correctas as opções técnicas contidas no documento assinado anteriormente (no fundo as opções dos autarcas locais), não foi considerado.
O que é facto, é que deste memorando foi feito letra morta. Há cerca de 15 dias, reuniu a administração da Metro do Porto, com a presença do “patrão” (leia-se Ministro Mário Lino), onde foram tomadas decisões que alteraram unilateralmente as opções definidas no memorando oportunamente assinado pelo Ministro e homologado pelo Primeiro-Ministro. Isto tudo devidamente avalizado pela gestão executiva nomeada pelo Governo. Os Autarcas que foram eleitos pelas populações locais e que conhecem o território, não foram tidos nem achados. Vergonhosamente, digo eu.
Por cá, até podíamos achar que não é nada connosco. Mas sabem os meus caros amigos, tal como eu, que muitos concidadãos nossos beneficiam/utilizam esta infra-estrutura de transporte, como uma nova e fácil alternativa de mobilidade, quer em trabalho, quer em lazer. E mais, não queremos nós (o Concelho de Paredes) e bem, na minha perspectiva, aderir à Área Metropolitana do Porto? Não nos afectará a nós este absurdo centralista? Claro que sim.
Cá para mim, por este andar, “JAMÉ” teremos metro a chegar ou a aproximar-se de Paredes.

Bem hajam e até breve,

O Presidente da CPN Paredes Cidade do PSD
José Henriques Soares
.................................................................................................................
Sexta-feira. 17 de Outubro de 2008
In Olhar (Im)parcial / O Verdadeiro Olhar

Sem comentários: