QUE RAIO DE MANIA DE QUERER TER SEMPRE RAZÃO:
- PORQUE NÃO PEDRO PASSOS COELHO? PORQUE SIM REGIONALIZAÇÃO?
Tal como em todo o País, o Concelho de Paredes está a sentir fortemente os efeitos da crise actual. Quem contacta com os cidadãos das várias Freguesias do Concelho, verifica e sente isso mesmo. As pessoas não têm dinheiro, as pequenas e médias empresas (da indústria e comércio) enfrentam um pesadelo no dia-a-dia. Todos nós fazemos a mesma pergunta: até onde vai esta crise?
Vem este assunto a propósito da crise económico-financeira global que vivemos. Crise que advém de políticas liberais e neo-liberais que tiveram como principais impulsionadores Ronald Reegan nos EUA e Margareth Thatcher no Reino Unido. Para que todos nós entendamos sobre a que me refiro quando falo em políticas liberais e neo-liberais, reporto-me genericamente a uma economia onde o estado tem intervenção “zero”, ou seja, o mercado funciona por si só.
Esta foi a justificação principal porque nas directas do PSD do passado mês de Maio, eu tenha optado por não apoiar o nosso companheiro Pedro Passos Coelho. Nas diversas intervenções que o vi e ouvi fazer, demonstrou ser um liberalista convicto, que me suscitaram imensas dúvidas quanto ao sucesso do seu projecto (o que é isto de fazer uma governação liberal com muitas políticas sociais?). Não é esta a política que agora está a entrar, ou melhor, entrou em colapso? Não é agora que percebemos que os Estados têm que intervir? Eu não sou de todo um liberalista.
Já agora e a propósito da Regionalização, assunto que brevemente trarei à conversa, quer a actual direcção do PSD, quer o então candidato Passos Coelho, não me convenceram com as suas posições. Muito mais ambíguas a deste que teve dificuldades em exprimir a sua verdadeira posição, já que Manuela Ferreira Leite disse claramente ser contra este processo. Julgo ser de toda a justiça referir agora que em 1998, ano em que se realizou o único referendo à Regionalização até à presente data, eu fui um dos que, contra as orientações do meu Partido, votei SIM. Hoje é comum ver dirigentes e altos quadros do nosso Partido (e de outros), que então eram contra e fizeram campanha por isso e que hoje perceberam que se calhar valia a pena ter mudado. Congratulo-me por isso. Que raio de mania esta de querer ter razão.
Aproveito ainda esta oportunidade, assim como que a “talhe de foice” para dar uma dica a um qualquer candidato a, ou líder do PSD. Não é justo, na minha perspectiva, que os aumentos salariais anuais sejam atribuídos em percentagem (para 2009, segundo o Orçamento de Estado, será de 2,9%). Explico porquê. A diferença de remuneração entre os trabalhadores está feita pelo valor que cada um aufere no final de cada mês. Há quem receba 3000€, 1000€ ou 500€. Ora os aumentos em percentagem, no caso proposto para 2009, vai levar a que quem receba hoje 3000€, passe a receber mais 87€, quem aufira hoje 1000€ passe a auferir mais 29€ e que quem tenha como rendimento mensal 500€, passe a ter mais 14,5€. Isto será justo? Eu acho que não.
O arroz, a massa, o azeite, etc, etc, quando aumentam de preço não é por um valor fixo? É. Sempre ouvi a minha mãe dizer “…fui à mercearia do Sr. Cunha e o arroz subiu 0,20€ e que o azeite subiu 2€, fui à Srª dos jornais e a revista Maria custa mais 0,50€, etc.
Porquê que o Orçamento de Estado não diz, em vez dos 2,9%, que os aumentos para 2009 são de 20€ ou 30€? A barriga não é igual para todos? Cá para mim deveria ser.
Bem hajam e até breve,
- PORQUE NÃO PEDRO PASSOS COELHO? PORQUE SIM REGIONALIZAÇÃO?
Tal como em todo o País, o Concelho de Paredes está a sentir fortemente os efeitos da crise actual. Quem contacta com os cidadãos das várias Freguesias do Concelho, verifica e sente isso mesmo. As pessoas não têm dinheiro, as pequenas e médias empresas (da indústria e comércio) enfrentam um pesadelo no dia-a-dia. Todos nós fazemos a mesma pergunta: até onde vai esta crise?
Vem este assunto a propósito da crise económico-financeira global que vivemos. Crise que advém de políticas liberais e neo-liberais que tiveram como principais impulsionadores Ronald Reegan nos EUA e Margareth Thatcher no Reino Unido. Para que todos nós entendamos sobre a que me refiro quando falo em políticas liberais e neo-liberais, reporto-me genericamente a uma economia onde o estado tem intervenção “zero”, ou seja, o mercado funciona por si só.
Esta foi a justificação principal porque nas directas do PSD do passado mês de Maio, eu tenha optado por não apoiar o nosso companheiro Pedro Passos Coelho. Nas diversas intervenções que o vi e ouvi fazer, demonstrou ser um liberalista convicto, que me suscitaram imensas dúvidas quanto ao sucesso do seu projecto (o que é isto de fazer uma governação liberal com muitas políticas sociais?). Não é esta a política que agora está a entrar, ou melhor, entrou em colapso? Não é agora que percebemos que os Estados têm que intervir? Eu não sou de todo um liberalista.
Já agora e a propósito da Regionalização, assunto que brevemente trarei à conversa, quer a actual direcção do PSD, quer o então candidato Passos Coelho, não me convenceram com as suas posições. Muito mais ambíguas a deste que teve dificuldades em exprimir a sua verdadeira posição, já que Manuela Ferreira Leite disse claramente ser contra este processo. Julgo ser de toda a justiça referir agora que em 1998, ano em que se realizou o único referendo à Regionalização até à presente data, eu fui um dos que, contra as orientações do meu Partido, votei SIM. Hoje é comum ver dirigentes e altos quadros do nosso Partido (e de outros), que então eram contra e fizeram campanha por isso e que hoje perceberam que se calhar valia a pena ter mudado. Congratulo-me por isso. Que raio de mania esta de querer ter razão.
Aproveito ainda esta oportunidade, assim como que a “talhe de foice” para dar uma dica a um qualquer candidato a, ou líder do PSD. Não é justo, na minha perspectiva, que os aumentos salariais anuais sejam atribuídos em percentagem (para 2009, segundo o Orçamento de Estado, será de 2,9%). Explico porquê. A diferença de remuneração entre os trabalhadores está feita pelo valor que cada um aufere no final de cada mês. Há quem receba 3000€, 1000€ ou 500€. Ora os aumentos em percentagem, no caso proposto para 2009, vai levar a que quem receba hoje 3000€, passe a receber mais 87€, quem aufira hoje 1000€ passe a auferir mais 29€ e que quem tenha como rendimento mensal 500€, passe a ter mais 14,5€. Isto será justo? Eu acho que não.
O arroz, a massa, o azeite, etc, etc, quando aumentam de preço não é por um valor fixo? É. Sempre ouvi a minha mãe dizer “…fui à mercearia do Sr. Cunha e o arroz subiu 0,20€ e que o azeite subiu 2€, fui à Srª dos jornais e a revista Maria custa mais 0,50€, etc.
Porquê que o Orçamento de Estado não diz, em vez dos 2,9%, que os aumentos para 2009 são de 20€ ou 30€? A barriga não é igual para todos? Cá para mim deveria ser.
Bem hajam e até breve,
O Presidente da CPN Paredes Cidade do PSD
José Henriques Soares
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Sexta-feira, 31 de Outubro de 2008
In Olhar (Im)parcial / O Verdadeiro Olhar
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