A (INSEGURANÇA) DA SEGURANÇA PÚBLICA…
Foi e será assim, ontem, hoje e, certamente, amanhã. A abertura dos diferentes Jornais Nacionais ou Telejornais, com particular incidência no canal 4, será feita com uma descrição pormenorizada de mais uma data de assaltos, perseguições, assassínios, enfim os mais diversos tipos de crime. Há quem diga, nomeadamente gente ligada ao poder central instalado, que tudo não passa de especulação e aproveitamento, ou mesmo até para aumentar os níveis de share, nome a que nós (o chamado “Zé Povinho” no qual me enquadro) chamamos mais terra a terra, audiência. A mim, parece-me, que depois de Setembro de 2007, a sociedade ficou mais desprotegida.
Quem promoveu alterações aos códigos Penal e do Processo Penal que quase impede a prisão preventiva? Tudo indica na minha perspectiva que estas reformas procuraram tão só, impedir que aos poderosos seja aplicada a prisão preventiva. E depois, quantos meses ou mesmo anos depois é o julgamento? E com que consequências?
Sou talvez um pouco mais firme nesta análise, julgo até que os nossos governantes se estão a esforçar, registe-se, por facilitar um pouco a vida a todos aqueles que marginalmente procuram (sobre)viver à custa de assaltos a gasolineiras, bancos, carrinhas de valores, carjaking, etc, ou até mesmo à custa do cidadão comum que é inadvertidamente apanhado nesta malha criminosa, por vezes tendo como resultado a perda de vidas de pessoas inocentes, que estavam no local certo, à hora errada. Nunca, desde o 25 de Abril de 1974, o crime e a impunidade atingiu a dimensão actual.
Não será que este governo, dito socialista, ao querer facilitar a vida aos criminosos, pretende tão só gerir estatísticas para afirmação internacional, à semelhança do que faz noutras vertentes de decisão, como por exemplo na educação?
Ainda há pouco ouvi a noticia de que a casa (note-se, casa de férias e fim-de-semana) do Sr. Procurador Geral da República foi assaltada, se fosse a sua ou a minha casa, isso seria notícia? Certamente que não. Como tudo seria diferente se os alvos desses marginais fossem governantes, procuradores, administradores, CEO`s e por aí abaixo na hierarquia social, certamente estávamos todos bem mais seguros.
Não pensem os meus amigos, que por cá existem fronteiras à insegurança e ao crime, nada disso. Os cidadãos que residem ou frequentam a cidade de Paredes também já sentem na pele o sentimento de insegurança que graça no País inteiro, tendo como exemplos os vários assaltos junto aos CTT, as pessoas que são roubadas em plena via pública, os roubos nas envolventes das médias superfícies, etc. Tal como os cidadãos do Sul do Concelho se sentem inseguros, onde por exemplo já aconteceram vários assaltos aos CTT de Recarei e outro tipo de comércio, ou as de Lordelo que também já sabem o que é isto da insegurança pública.
No Concelho de Paredes existe um rácio de 1 agente por cada 1400 habitantes (nº aproximado), claramente pior que a média nacional ou de municípios vizinhos (por ex. em Valongo o rácio aproximado é de 1 agente para 800 habitantes).
Note-se que as populações do Sul do Concelho (essencialmente Aguiar de Sousa, Recarei, Sobreira, mas também Parada de Todeia e Cête, estão, em termos de segurança, enquadradas no raio de intervenção do Posto Territorial de Paredes da GNR. Pergunto, como é possível garantir a segurança de uma população que dista 1h ou 50m, ou até mesmo 30m de distância de quem os protege?
Por outro lado, essencialmente as populações das cidades de Lordelo, Rebordosa e Gandra, que estão enquadradas pelo raio de acção do Posto Territorial da GNR de Lordelo, conhecem a “vergonha” em que os agentes deste posto estão instalados, um edifício este que não reúne as mínimas condições de trabalho. Também aqui e como mero exemplo, a população de Gandra sabe quanto tempo tem de esperar para que os agentes cheguem de Lordelo até às suas casas, quando solicitam a presença destes, porque acontece mais um roubo ou outro crime qualquer que careça de presença da autoridade
Particularmente, defendo o policiamento de proximidade. Era mais útil, por exemplo, ter um posto da GNR em Paredes com 22 ou 24 agentes e um outro no sul do concelho com 12 ou 14 agentes, do que ter o posto de Paredes com 36 ou 38 agentes.
E porque, embora muitos o queiram, nem tudo são “rosas”!
Bem hajam e até breve,
O Presidente da CPN Paredes Cidade do PSD
José Henriques Soares
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Sexta-feira, 19 Setembro de 2008
In Olhar (im)parcial / O Verdadeiro Olhar
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